sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A viagem do Baixo Amazonas - cap. 4

       Passaram-se anos, ele sempre trabalhando na estrada de ferro, isto é, fazendo entrega de dormentes, e tinha muitos homens trabalhando no preparo dos dormentes, e encostando na margem da estrada, onde eram carregados em vagões, e entregue nos pontos determinados.
         Num certo tempo, começaram a atrasar nos pagamentos, e ele, tinha de pagar os homens, pois tinham com o atraso, da estrada.
      Faziam quatro anos que tinha chegado do Acre. - Foi a Belém, tratar de recebimentos de seus atrasados, recebeu muito pouco, ficou ainda bastante dinheiro, a receber. Na viagem feita a Belém, tratando de seus negócios, conversou bastante, com um senhor, sobre preços da borracha, e ficou animado, pois os preços estavam agradáveis, bem convidativos..., já voltou para casa, pensando em abandonar o serviço na estrada de ferro e ir tirar borracha no Amazonas. E ele sabia preparar a borracha, do leite da seringueira.
        Deixou passar uns dias, pois não tinha coragem de falar à minha mãe. E ficou pensando como fazer, pois a estrada , só estava dando prejuízos.
       Minha mãe, vendo ele preocupado, andava assim... triste,perguntou, oque estava acontecendo. Olha nenem, estou muito preocupado, e vou deixar o serviço da estrada de ferro, estou tendo muito prejuízo, nas entregas dos dormentes. - Não estão me pagando como vinha sendo pago. Tenho de procurar outro serviço e é já.
       Quero combinar com você, posso falar? Não se zangue comigo, sim? - Vamos fale logo e diga oque é, pois estou curiosa para saber, oque você quer falar comigo. Quero dizer a você, que nós vamos para o Baixo Amazonas, - trabalhar com borracha. - Não quero ir sozinho, - só vou , se for com você. - Vamos? Você ja esqueceu, do que sofreu no Acre? - Não, não esqueci. Mas, para onde quero ir é diferente, e é perto, é dentro do estado do Pára, - falei com um senhor em Belém, ele me contou tudo direitinho, 15$000(quinze mil réis) o quilo. É muito dinheiro, minha querida, que nós iremos ganhar, dentro de pouco tempo.... Olha Manoel, - eu vou pensar, depois te falo. Minha mãe, passou dois dias pensando, como fazer se dava o sim, ou o não. - O Manoel, é muito opinioso. - Tenho medo de dizer não, e ele tentar querer ir sozinho, sem eu. - Vou arriscar e dizer que irei com ele, más, para demorar pouco tempo, e voltar-mos. - Se aceitar assim, irei fazer esta aventura a seu lado, para assim não tornar a ficar a sua espera aqui de novo, como na sua viagem ao Acre.
       Mesmo naquela data, não poderia viajar, mesmo que ele quisesse que eu fosse com ele, pois estava grávida, agora não.
      Papai, inquieto com o seu silêncio, ternou a perguntar: Como é nenem, você resolveu viajar comigo, para o Baixo Amazonas? - Estou aguardando a sua resposta, gostaria que fosse positiva, e não negativa. - Manoel, pensei muito..., e estou disposta acompanhar você, - más, se for por pouco tempo, no máximo, dois anos; e voltar-mos. - Então está combinado. E vamos aproveitar, em quanto é tempo de viajar, para aquela região. Não é longe,mais ou menos, dois dias de viagem, estaremos lá.
       Foi cuidar de vender uns terrenos, onde tirava madeira para dormentes, e acertar os negócios, e tratar da viagem.
         O seu sonho, era trabalhar em um bom seringal, que produzisse muita borracha, vendeu tudo, até os móveis e a casa.
         Marcou o dia da viagem, com destina Belém, e lá pegar o vapor, e viajar para a foz do rio onde deveria ficar. Antes do dia da viagem, minha mãe, saiu de casa em casa, de suas amigas, se despedindo, pois agora já tinha resolvido viajar junto com seu marido para o Baixo Amazonas. Minha mãe, era muito querida naquela vila...: Agora será o que Deus quiser. A maioria dos moradores da vila, sabiam até a hora da nossa viagem. - Compareceram em massa na estação do trem, para as despedidas e desejaram uma feliz viagem.
        Eram 10 de Junho de 1906, tomamos o trem para Belém, e no dia 12, embarcamos no vapor, com destino a Manaus, com dois dias de viagem, ficamos emum porto, - onde os vapores encostam, para embarque de borracha e castanha, quando voltam de Manaus.
    Desembarcamos, subimos em um barranco e em cima, encontramos um velho barraco, desocupado, nos arranchamos nele. Carapana e muriçoca, tomou conta de nós. Foi feito fogo, e muita fumaça, para espantar os pernilongos, que ninguém estva suportando as ferroadas, e as coceiras que deixavam na gente.
        Minha mãe, chorava de arrenpedida de ter concordada com esta viagem. - Mas, estava sem jeito. Já estavamos, nas selvas do Amazonas. Foram dois dias e uma noite de viagem.
     Mais em cima, na terra firme, estava a casa grande, - do proprietário dos seringais, o Sr. Coronel Silvinha, - prprietário de muitos seringais naquela região, do Tucuruí.
         Papai, comprou uma igarité, (uma canoa pequena), comprou mantimento para a primeira quinzena, - dois dias depois, - subimos num igarapé, era bem brande e fundo, em direção dos seringais. Foi com meu pai, - um senhor de nome Ambrósio, sua profissão: - Mateiro, para ensinar onde era o seringal, que meu paiia ficar para trabalhar.
        Quase um dia de viagem, rio acima, depoispenetramos notro igarapé, afluente deste que iamos subindo, até chegarmos no barraco onde nós iamos ficar alojados. Um verdadeiro degredo. em uma pequena clareira, estava o barraco, - abandonado a tempos. Chegamos no lugar do destino, - encostamos a canoa, meu pai, desembarcou, pisando na lama, e nós o acompanhamos junto com a mamãe.
         Subimos em uma escada de uns quatro degraus,já um tanto apodrecido os cipós, que amarravam os degraus.
        Um barraco, coberto e tapado com palhas de ubuçu, um tipo de palmeira, que existe nas selvas Amazônicas. - O assoalho,feito de paxiuba, - estavam mais ou menos conservados.
       Para uma segurança melhor, meu pai e o seu Ambrósio, no dia seguinte, foram tirar palha nova, e fazer vários consertos, pois ja mais de um ano estava abandonado. - O sol pouco se via durante o dia, deveido as matas serem bem altas, e muito perto da casa. Como as águas, já haviam baixado bem, debaixo do barraco, só tinha sujeira e lama, - o assoalho estava mais de metro e meio acima do chão, só muita vontade de ganhar dinheiro, com borracha, - suportaria, ficar alí, assim, como ficamos.
        Com o decorrer dos anos, minha mãe, contava tudo para nós, como chegaram naquele lugar feio, - orroroso..., só se ouvia esturros feios de onças, - assobios de macacos, cantigos das corujas a noite, gargarejos de guaribas, e canticos de pássaros e pássarinhos, no correr do dia.
        Quando completei meus seis anos de idade, - meu pai trabalhava como seringueiro, minha mãe tomava conta da casa e dos filhos.
         Acompanhei bem, a vida do papai, trabalhando no seringal, onde sofreu vários acidentes, provocado por feras perigosas nas selvas e delas arriscando até morrer, - antes de chegar em casa. - Uma briga com uma onça, escapou por milagre de Deus.... - O senhor Ambrósio, ficou com meupai, mais de oito dias; - ensinando o seringal, onde ele ia ficar trabalhando. - Mostrou umas oitenta seringueiras, - delas ainda virgem, nunca lhes tinham encostado, uma machadinha, para lhe colher o leite.
        Dessas, meu pai escolheu uma boa parte, e foi trabalhar com elas. Tinha insetos de todos os tipos, a partir das carapanãs, das muriçocas, mutucas de todos os tipos, grandes e pequenos, - dessas que dá uma ferroada, e o sangue fica correndo.
         Mas, tudo isso, era fixinha, - comparando com as feras das selvas!... Como ele, enfrentou várias, - inclusive uma sucurí, - super grande, - um jacaré chocando os ovos da jacaroa, e uma onça canguçu, que não cresceria mais, com quem meu pai lutou e matou-a a facadas ajudado pelo Joly, - até ela cair para um lado, meu pai para outro lado e o Joly ficou cochiando de uma perna..., esta, se o Joly, não o ajudasse, - teria vencido meu pai. Mas, o cachorro foi fiel, não abandonou seu dono até o fim da luta, - dentro de um mato fechado cheio de cipó.
        Quase, não pode ir para casa, todo ferido de dentadas e arranhões de suas unhas. - Ficou muitos dias doente, sem poder ir ao seringal, foi tratado com chá e sumo de mastrus, de um canteiro da mamãe.
         Quando seu Ambrósio, regressou à casa grande, antes ele avisou meu pai, que tivesse cuidado nas pesadas das bolas de borracha e anotasse tudo; pois os cacheiros, não tem pena, dos seringeuiros, - roubam mesmo.
        E assim, ele fazia, anotando as pesadas, e o valor de cada quilo, preço do dia, nas compras de mercadoria, - fazia o mesmo. Anotva o valor da compra, e guardava as notas.
        -Para trabalhar no seringal, tem que se levantar antes do dia amanhecer, era este o horário que meu pai se levantava da rede, saia de baixo do mosquiteiro, e ia passar o café, para tomar com rosca, ou bolacha, - antes de colocar seus apetrechos na cintura e em uma sacola que conduzia nas costas, assava um pedaço de jabá, colocava em um saco com farinha, também uma cabaçinha com água, jogava o rifle atira-colo, amarrava no chapéu de cipó, uma lamparina com um murao bem grande, ascendia, e saia ao seringal.
       Quando penetrava na mata, ainda estava escura, com uma lamparina ascesa, - ajudava ver a picada, onde tinha de seguir.
         Leva todo esses apetrechos, equndo volta para casa, aindatras, o balde de leite das seringueiras,para ser transformado em borracha, esse trabalho, é de segunda a sabado, fazendo um pequeno repouso aos domingos, isto quendo não tem nenhum serviço em casa para fazer.
           Quando chegava nas primeiras seringueiras começava a fazer os cortes, e colocando as tigelinhas de flandres, tamanho de um copo comum, quando terminava de cortar a última, ia para onde tinha começado, - já as tigelinhas estavam cheias, era só tirando e derramando no balde, e deixando-as no pé da seringueira, para serem usadas, no dia seguinte.
        tinha dias, que o leite rendia mais, e ele dividia em dois baldes, para poder conduzir sem ir derramando pelo caminho.
         Chegando em casa, já tinha um lugar apropiado, para a defumação do leite, até transformar-se em borracha. Mas antes de fazer este serviço, almoçava, depois ia fazer a defumação do leite, - quando terminava, já era quase noite, - aí então era que ia descançar e dormir, para enfrentar o batente, no outro dia. Para se fazer a defumação do lelte, para se transformar em borracha, era usado um pote feito de barro; bem bojudo, com uma boca grande e sem o fundo. Na parte que ficava para baixo, era uma boca bem maior que a de cima, justamente esta, ficcava em cima do fogo, na outro menor, saia a fumaça bem grossa, e por cima da fumaça, era rolado um pau, já com um pouco de leite, e condesavas em segundos. Aí voltava à bacia onde estava o leite, colocava o leite outra vez e voltava ao defumador, para condensação novamente. - Isto era feito até termirnar o leite que estava na bacia ao lado.
        Esse trabalho, era feito todos os dias, logo que chegava do seringal, - fazendo bola de borracha, em média de 20 quilos, por cada uma das bolas de borracha defumada.
           A vida do seringueiro, não é brinquedo, e muito menos, para pessoas, que gostam de dormir muito, - é uma luta insana, não sobrando t empo para fazer outro serviço, pois tem de todos os dias, enfrentar as seringueiras, e aproveitar o leite que elas estão liberando, naquela época do ano.
             A luta do seringueiro, é trabalhar para dentro de dois ou três anos, ter bom saldo, o suficiente, para regressar ao seu lar, ou a sua terra natal, cheio de dinheiro, para aí poder desfrutar do que ganhou com muito sacrificiio, nas selvas Amazonicas, enfrentando todo tipo de perigos que um ser humano pode enfrentar na vida. e tambem enfrentar se ajuste de contas, com os patrões, pois muitos deles, - só queriam tirar o couro dos seringueiros, e manda-los ás favas.... É muita sorte, qundo encontra um bom patrão, que paga tudo direitinho. Quando completei meus seis anois de idade  encontrei meu pai, fazendo todo esse traballho, que ja vinha fazendo a dois anos atrás.
       Levantando muito cedo, para ir trabalhar, no seringal, na extração da borracha, só chegando no barraco, de volta, mais ou menos três horas da tarde, - quando ia fazer a defumação do leite, transformando em bolas de borracha.
         O lugar onde moravámos, era muito esquisito, um verdadeiro degredo. A noite não se podia ficar fora do mosquiteiro, um minuto, por causa das muriçocas e outros tipos de mosquitos, que qundo ferroavam a gente, dava uma coceira no corpo, de dar agonia na gente. 
           Minha mãe, sofria muito, não somos nenhum desertor ou criminosos, para viver neste inferno verde, sofrendo e vendo meus filhos sofrerem de fazer pena, - falava a mamãe, e muitas vezes chorava..., falava a meu pai, e ele dizia: Tem paciência nenem, que breve saíremos daqui, se Deus quiser, - falava meu pai.
          Na época das chuvas, o rio enchia, e espalhava água debaixo do barraco que ficava perto do assoalho de paxiuba, - os jacarés à noite  davam rabadas e batiam nas forquilhas da casa, que estremecia em cima onde nós estavamos, - dava cada susto na gente, que tinha horas, que até pensavamos que a casa ia cair.
       Nas matas, que estavam pertinho da casa , ouvia-se de dia e de noite, esturros de onças, e gargarejar de guaribas, e assobios de macacos de muitas espécies, - canticos de pássaros, pássarinhos de todos os tipos, as corujas, davam gritos orrorosos, que chamavam de rasfa mortalhas, só faltando assombrar a gente, - isto era durante o dia e a noite. Quando meu pai não estava em casa, o nosso maior medo, era de ser-mos atacados pelas onças, que viviam rondando o nosso barraco dia e noite.
         Os nossos anjos da guarda, eram dois cachorros grandes e valentes, que nós criavamos e tinhamos a maior fé, na valentia deles, pois para chegar uma pessoa no porto, isto, era muito raro, mas, aparecia, era preciso amarrar os cachorros, - se não amarrasse, ninguém entrava dentro de casa.
         Joly e tubarão, cachorros valentes, estavam alí, -mamãe, dizia: São os nossos anjos da guarda. Quando latiam, o eco soava, ia dentro da mata, e com isso, parece que as onças se afastavam para mais longe....
         No seringal, meu pai, foi vitíma de muitas agressões de feras, - uma vez, ia dentro da mata, fazendo uma picada, em direção de umas seringueiras, que ele tinha visto, não muito longe de casa. Por um acaso, passou entre um jacaré e um ninho de ovos que eles estavam chocando com os olhos, - quando viu, foi a arrancada do bruto animal em sua direção, e meu pai, ainda caiu, devido a uma rabada que recebeu do animal, levantou e tirou seu rifle que estva atiracolo, deu-lhes vários tiros, - mas o bicho ainda tentou morder ele na perna, por sorte meu pai ainda pulou fora, dando mais tiros, deixando ele esperniando, para morrer,- e foi embora com o pé meu destroncado, chegando em casa cocheando de uma perna. - Era um jacaré que não crescia mais, e muito valente....
        A jacaroa,poe os ovos, cobre com folhas seca, e vai embora.- O jacaré, omacho vai chocar os ovos, olhando de longe, de olho vidrado para o ninho, - quem se atrever passar, entre o ninho e ele, - já viu.... - Outro acontecimento, com meu pai, dentro das selvas. Vinha ele de regresso para casa um dia, até chovia bastante, desde cedo, quando sem esperar,encontrou no meio da picada, atravessada, como quem ia parsando e parou,uma monstrenga de sucurí, com quase meio metro de altura, e ali viu, pensou até que fosse umpau que tivesse caido. - Como não viu nenhum mato quebrado ali por perto, estranhou, - e foi olhando de lado e viu talvez, com uns cinco metros de distância, uma bruta cabeça de uma cobra, que estava comm a língua de fora, e vinha fechando o cerco em sua direção.
        Sem nenhuma demora, arreou seus apetrechos no chão, sacou o rifle que estava atiracolo, e deu-lhe uma rajada de tiros na cabeça da bicha, e ela com o choque dos tiros que recebeu, - deu um vira-volta no corpanzil, e uma parte caiu,por cima de meu pai, que com muito custo, conseguiu sair de baixo, foi sua salvação, que estava muito molhado o chão e liso, que o ajudou no esforço que fez, ajudado pelo chão que estava mole também.
       Destrocou um pé, e quase quebrava um quarto, - sofrendo muito para chegar em casa, perdendo todo o seu trabalho do dia. - Foram muitos dias  que ficou sem poder fazer nada, só em casa tomando chá de mastrus, e minha mãe, fazendo outros remédios para ele melhorar do acidente que sofreu, - escapando por milagre de Deus.
       Mas, não ficou só nesse. Mêses depois sofreu outro, muito pior, - pois teve de lutar atracado com um bruto cangaçu, dentro de um mato fechado, e cheio de cipó.
       Esse sim, se ele não fosse um homem de muita coragem, tinha sido vencido pela féra, -mas, matou-a a facadas...
      
     
 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Meu pai, sua chegada do Acre cap. 3

       Depois de ficarem, mais vários meses dentro das selvas, na quebra da castanha, fizeram a entrega aos patrões, receberam o que ganharam, foram para um porto, pegaram uma lancha e viajaram para Manaus, a capital do Amazonas. - Descançaram uns dias, embarcaram em um vapor, e se dirigiram com destino a Belém do Pára.
       Depois de uns dois dias de viagem, o vapor atracou em um porto, para receber um carregamento de borracha e castanhas. La, encima tinha um casarão, a casa do chefe dos seringueiros e castanheiros daquela região. Estavam fazendo o embarque de pranchas de borracha, meu pai, desceu por uma prancha de madeira, e ficou em terra assistindo aquele movimento no porto. Não demorou, ele ouviu gritos de uma mulher, pedindo socorro, Socorro... gritava a mulher... ficou impaciente de ouvir aqueles gritos e ninguém dava atenção, se dirigiu em direção, onde esta gritando.
       Perto, viu um homem, arrastando uma mulher, apressou os passos, e bem perto, falou para o homem largar aquela mulher, pois ela, era um ser humano. O homem não deu bola, ela gritou, moço me acuda, por amor a Deus!
         Meu pai chegou perto dele, e tomou a mulher, que estava em prantos... o homem, partiu para cima de meu pai, com um revolver em punho, mas, já encontrou uma peixeira no umbigo quase furando, e meu pai, gritou: largue esta arma, ou morre já, bandido! - O sujeito esmoreceu, largou o revolver no chão, meu pai pegou, e jogou dentro do rio que estava perto. A mulher correu e entro no vapor, e la ficou. O homem saiu correndo, e gritava, você me paga, volto já. - Meu pai, saiu e entrou para dentro do vapor, e foi para o seu camarote. O que eu fui ver em terra?... Nada tinha a ver em terra, estava aqui sossegado aqui, fui em terra, só para procurar confusão... e se aquele vagabundo voltar, e querer atirar em mim? - Tenho de mata-lo, para me defender. O serviço do embarque terminou, o vapor desatracou e saiu do porto, e tomou o canal, e as máquinas funcionaram , e a viagem, continuou. - Por via das dúvidas, meu pai foi onde estava o comissário e perguntou, se embarcado algum passageiro naquele porto, oque respondeu, que só uma mulher havia embarcado, e mais ninguém. - Agradeceu e saiu. Falou Graças a Deus, iremos viajar em paz daqui para Belém,. Mais tarde, a mulher localizou meu pai e chegou perto, quis se ajoelhar, para agradecer a meu pai o bem que ele tinha feito a ela. Não senhora, só procurei lhe tirar das garras daquele tirano, o mais tudo bem. 
         A senhora está bem, é o que interessa, e viajar com paz e sossego, se Deus quiser, falou meu pai. Aquele malvado, a muito tempo vem me perseguindo, desde que fiquei viúva, quero viajar para onde estão os meus pais, em Belém, e ele não deixa. - Com a graça de Deus, apareceu o senhor para me livrar de suas garras, Deus acompanhe o senhor, seu Manoel.
        Com a chegada do meu pai em casa, minha mãe quase morre de alegria, - chorava e sorria ao mesmo tempo com a emoção de sua chegada. 
       Em casa meu pai passou a contar o que sofreu, no período da guerra, entre Bolívia e o Brasil.
        Mas, tudo passou, e em casa encontrei o garotão, que prometi, está aqui, para lhe ajudar, mas, não foi possível. - Mas, aqui estou, para ajudar a criar o meu garoto, o Francisco e mais outros que venham a nascer daqui por diante, se Deus quiser. - Agora irei me aquetar em casa. Chega de aventuras...
         No ano de 1900, havia nascido uma irmã, e na pia batismal de Benevides, recebeu o nome de Mariana. - Éramos dois irmãos, - Mariana e Francisco.
        Com a chegada de meu pai, as coisas em casa, mudaram bem. Como meu pai tinha faltado com a palavra para com minha mãe, estava sem graça, e sempre lhe pedia desculpas, apesar de não ter sido ele o culpado.
          Pois é Manoel, agora que você chegou em casa, - vamos viver vida nova,. Estou muito feliz, e só espero que esqueça de fazer novas viagens, especialmente para o Amazonas.
       Ele, combinou, e tudo voltou as boas, começou a trabalhar para a estrada de ferro de Bragança, fazendo um contrato para entrega de dormentes, em vários setores da estrada.
        Com seis meses de trabalho, ganhou bastante dinheiro, e assim estavam vivendo uma vida de rosas. Com a sua volta do Acre, trouxe uns contos de réis, no bolso, - por isso tudo lhe corria muito bem.
       Meu pai, era um homem muito trabalhador e honesto. Sua palavra, era uma ordem. - Sabia ler e escrever, fazia as quatro operações de contas, e se expressava muito bem, tinha facilidade de conquistar bons amigos, gostava de frequentar boas festas, e como sabia dançar, e junto com a minha mãe, davam show dentro de uma sala. Gostavam de dançar valsa, quadrilhas e muitas outras danças da época, como tango, etc... teve muitos sofrimentos, durante a guerra, e passou por muitas angustias que não gostava nem de se lembrar, mas, falava que tudo fazia parte da vida, e se conformava e dizia: O homem, nasce e vive, um só instante e sofre até morrer. Meu pai sempre falava: Nunca se meta em briga de marido e mulher. - E contava um caso que se deu com ele. - Certo dia, passando na rua, em frente a casa de um Dr. diretor da estrada de ferro, ouviu os gritos de uma mulher, era o marido que estava batendo nela, e ela gritava. - Como viu meu pai, pediu socorro a ele. - Encostou na casa e pediu ao Dr. para não fazer aquilo, com a dona Amélia,... Ele largou a mulher, e partiu para cima de meu pai, furioso, mas, antes de bater em meu pai, recebeu um bom tapa na cara, e se atracaram no terreiro da casa, meu pai deu uns bons murros nele, ele correu e entrou em casa, fazendo ameaças.
        Resultado: processou o papai, que caro lhe custou se livrar. - Eles, marido e mulher com dois dias, estavam aos beijos e se amando, como se nada tivesse acontecido.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Terra onde nasci cap. 2

       Benevides, termo da comarca da capital do Pára. Havia muito movimento aos domingos, devido uma feira, onde vendiam farinha de tapioca, açucar mascavo, empaneirado em paneiros e folhas de guarimães, rapaduras, feijão e muitos outros artigos de alimentação, inclusive o tacacá com tucupí, muito apreciado pelos paraenses.
       Os colonos e donos de engenhos saiam de suas propriedades aos domingos, traziam seus produtos para venderem na feira.
       Nos arredores de Benevides, haviam muitos engenhos de cana de açucar e tinha muitos lavradores, pois as terras eram muito boas para tudo que se plantasse.
       Pois bem. Foi nessa vila onde nasci no dia 9 de maio de 1902, em um dia de sexta feira, as cinco horas da tarde. Minha mãe foi assistida no parto por uma senhora de idade bem avançada, conhecida por mãe Tetê, considerada como a melhor parteira daquela vila. Deus a tenho no reino da glória, pois já é falecida a muitos anos.
       Foi um parto muito feliz, graças ao criador do céu e da terra. Falava minha mãe. - Quando nasci, meu pai não estava em casa, havia viajado para o Acre, no alto do Amazonas; antes de viajar, prometeu chegar a tempo. Mas isto não aconteceu, por motivo superior. Meu pai estava na quebra da castanha, quando estorou uma guerra, entre a Bolivia e brasil. - Todos os castanheiros foram obrigados  pegarem em armas, em defesa do Brasil. Meu pai, foi um deles...no começo do ano de 1902, estorou uma guerra entre Bolivia e o Brasil, os bolivianos queriam se aponderar de uma grande área de terra no Brasil, justamente hoje, o Estado do Acre que tem por capital.
        Como os soldados da fronteira, eram de pequena quantidade, o exército convocou os donos de seringaise castanhais, e todos os seus homens que trabalhavam para eles, comparecerem, e pegar em armas, em defesa do Brasil. Não houve jeito de escaparem, e tiveram de se apresentar, meu pai foi um deles, receberam as instruções, vestiram as fardas, receberam as armas e munições, e caíram em campo de guerra...
        Foram nove meses de, entre a vida e a morte. Os bolivianos, eram ferozes e não deixavam escapar um brasileiro da mira de seus fuzis...
        Os bolivianos, estavam preparados para guerriarem por muito tempo, deu muito trabalho aos brasileiros. - O maior sacrifício para os brasileiros foi enfrentar um forte dos bolivianos, onde estavam armazenados todos seus armamentos, munições e alimentaçõa; era o quartel general.
         Foram dias de combate, morreram muitos brasileiros, morreram muitos bolivianos, mas, foram vencidos e tomado tudo que existia no forte para os brasileiros: Jabá, tinha centenas de fardos, muito feijão, muita farinha de mandioca, - muitas armas e munições, - os brasileiros, se aponderaram de tudo, e a guerra foi terminada, por que os bolivianos debandaram fugindo a maior parte, ante de serem capturados pelo comando do exército brasileiro. Mas, ainda deu muito trabalho para prender os bolivianos, escondido dentro das matas, lugares muito alagados, um verdadeiro pantanal, coberto de árvores, cheio de tudo quanto era insetos daninhos, de todos os tipos, de carapanã à muriçoca e do pium; - da lacraia ao piolho de cobra, lagartas e caranguigeiras, e a maioria de uma cor quase vermelhas e mais venenosas do que as pretas. Cobras, socadas socadas nas tronqueiras das grandes árvores e enroladas nos galhos e cipós, - o maior perigo, para enfrentar tudo aquilo, e o encontro com os bolivianos escondidos, e muitos ainda estavam bem armados.
        Quando foram apresentados, os castanheiros ao Coronel Comandante do batalhão que servia na fronteira, - foram feitas umas escolhas de homens que pudessem comandar os pelotões, que lhe eram dados pelos oficiais, ajudantes de ordens do Coronel chefe do Estado Maior, ali na fronteira.
         Foram escolhidos vários homens, meu pai, foi um deles, - por saber se explicar com bem clareza e ser um  bom atirador.
       Recebeu a patente de tenente, fardas e muita munição e armas lhe foi entregue, um pelotão, com muitos soldados, - o mesmo, foi feito com todos os outros escolhidos.
       Pois bem. - Em uma dessas caçadasaos fugitivos, meu pai junto com seus soldados dentro de uma mata a procura de refugiado saiu de dentro de uma tronqueira de uma granmde árvore, uma mulher boliviana e dois filhos menores, - correu em direção de meu pai, ajoelhou-se aos seus pés, de mãos postas, e chorava muito, - pedindo para não mata-la e nem os seus filhos... Um soldado, quiz atirar na mulher, meu pai mandou baixar a arma , e não deixou, que a maltratassem, nem aos seus filhos.
        Não vou lhe fazer nada, mas, nos acompanhe , até a presença do alto comando, lá, vocêis terão garantia de vida, e julgarão seu caso. Em viagem com destino ao quartel general, encontraram com um outro oficial, que também andavam em procura de refugiados, - e entendeu de querer tomar a mulher e filhos para fuzilar.
       Houve fortes discuções entre meu pai e o outro oficial, estiveram de armas em punho, más meu pai não entregou a mulher e nem os filhos, - pois quase ia havendo uma tragédia... Meu pai entregou a prisioneira ao Coronel, e denunciou o outro oficial.
       Meu pai recebeu elogios do Comandante pelo seu ato de bravura e humanidade. O outro oficial, foi punido pelo seu modo de proceder, e do ato que tentou praticar.
       Termniada a guerra, todos os castanheiros e seringueiros, que estivessem na luta em defesa do Brasil, foram despachados, para voltarem a seus lares... Receberam o que ganharam durante os nove meses de guerra contra os bolivianos, e foram liberados, os que escaparam, pois muitos ficaram sepultados nas selvas... Como o dinheiro que receberam não era muito, pelo trabalho e luta que enfrentaram, muitos voltaram para casa muitos resolveram se embrenharem nos castanhais, e ver se recuperavam o tempo perdido.
       Meu pai foi um deles, que junto com alguns companheiros, que escaparam, foram tentar recuperar o tempo que perderam, e ganhar mais alguns trocados, para chegarem em casa mais abastecidos, com dinheiro.

          

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Histórias de um passado, minhas memórias - cap. 1

A viagem de meu pai, para o baixo Amazonas no ano de 1906, foi tão comentada antes, que no dia da viagem, quase todos os moradores, da vila, compareceram na estação do trem, para as despedidas.
       Tomamos  o trem, para Belém, tomamos o vapor, para o baixo Amazonas, e fomos morar, em um barraco, em uma clareira, na beira de um igarapé, dentro dos seringais. Quando tomei conhecimento das coisas, com os meus seis aninhos de idade, meu pai trabalhava como seringueiro, minha mãe tomava conta da casa e dos filhos. Eramos quatro pessoas em casa; Meu pai, minha mãe, uma irmã de oito anos de idade e eu, o escritor desta história. Moravamos em um velho barraco na beira de um igarapé, coberto e tapado compalhas de ubuçu, um tipo de palmeira da regiaõ amazônica. Assoalhado com paxiuba acima do chão, quase dois metros de altura, por causa das enchentes, na época das chuvas. Faziam dois anos, que meu pai havia, chegado naquele lugar, com sua família para trabalhar na extração da borracha, no seringal de um senhor, de nome Silvinha, mais conhecido, por coronel - Silvinha, e possuidor de muitos seringais, naquela região.
       Devido a mata ser muito alta, perto de casa, pouco se via o sol, no correr do dia, o igarapé, era um tanto largo, más, não era fundo, e tinha muito peixe, de todos os tipos inclusive, o puraquer, ou seja o peixe elétrico, tornando-se até perigosonas pescarias, e para se tomar banho.
       Durante o dia e noite, ouvia-se esturros de onças ferozes, de vários tipos detro das selvas, muitoperto da casa.ouvia-se canticos de pássaros, de uma grande variedade de passarinhos de plumas frizantes, -assobios de vários tipos de macaco bacuraus e curujas, mal deixavam a gente dormir com seus canticos de assombração.
       No correr do dia, até era tolerável, más à noite, era uma zuada infernal, de a gente tomar sustos constantes... Quando no inverno, que o igarapé enchia,de baixo do barraco ficava com mais de um metro d'água, e os jacarés passeavam por baixo do barraco, davam cada rabada e batiam nos esteios da casa, de estremecer em cima. Era quando tomavamos mais sustos, vendo a hora a se desmoronar e cair por cima da gente.
       Os vizinhos mais perto, estavam com mais ou menos, uns três quilometros de distância uns, rio cima, outros , rio abaixo,. Em 1908, minha mãe, deu a luz, a uma creança do sexo feminino, - o assistente da parturiente, foi meu pai, e tudo correu muito bem, e teve um parto muito feliz, graças a Deus, A creança recebeu o nome de ana.
      Esta história, é uma história da passado, a história da minha vida, umpouco da história de meus pais, e de meus avós.
       Durante os anos que meu pai morou no seringa, só um dia vi minha mãe sorrindo e satisfeita. Foi justamente no dia que ele, botou a bagagem dentro da igarité, e chamou ela: Vamos embora, nenem, tras as crianças e vamos deixar este degredo, para sempre, se Deus quiser... Minha mãe, embarcou nos agasalhou ao seu lado, embrulhou a nenenzinha colocou no colo, e disse: Podemos viajar.
       Meu pai, se ajeitou na popa da canoa, se benzeu, pegou o remo e foi remando de vagar até deixar-mos o porto, e pegar o canal do igarapé, e fomos descendo ajudado pela correntesa das águas, e ele no piloto da canoa. Quando fomos deixando o porto do barraco, o papai olhou de lado e disse: Adeus barraco onde muito sofri, - escapando com vida por milagre de Deus. - Olhou para frente, meteu o remo na água com vontade, e descemos rio abaixo, ajudaod pela correnteza d'água.
       Olhei para a minha mãe, notei que ela estava rezando, se benzeu, e beijou a nenenzinha, e beijou a mana e eu.
      Meu pairemava e prestava muita atenção por cima da proa da canoa; temendo se chocar com alguma sucury, uma grande cobra que tem nos rios e igarapés, e costuma ficar atrvessada no meio dos igarapés, com, o lombo de fora d'água, tomando sol. por um discuido, chegar a bater nela, só a manobra, que ela faz no corpo, é suficiente para naufragar qualquer embarcação, ainda mais, uma canoa pequena, como a nossa.
       Muitos jacarés grandes, desciam das barreiras e caíam na água, fazendo aquele banzeiro, que iam, até nós, e ainda balançavama canoa.
       Ja era muito tarde, perto da noite, chegamos na casa grande, onde os vapores param, para receber cargas e levar para Belém do Pára. - Encostou o igarité,  em um barranco tirou a bagagem, nós desembarcamos, e fomos para o barraco que estava sem gente, e fiocamos a espera do vapor, onde embarcamos com destino a Belém. Estavamos no ano de 1909.
        Recordar o passado, é viver duas vezes para fazer uma recordação geral e completa resolvi escrever este livro, contando tudo com bem clareza, contando do bom e do ruim, pois a vida da gente, é um livro aberto, para quem quiser ler e compreeender. Minha mãe, era uma mulher muito inteligente teve pouco estudo, pois o que aprendeu foi em uma escola particular, em casa de seus pais, quando ainda mocinha, - más, o pouco que aprendeu, soube cultivar, lia coirretamente livros de hitórias, e assinava seu nome.
        Goatava de contar histórias para nós, quando ainda eramos criança. De suas histórias, muitas, jamias esqueci. Era muito trabalhadora, cuidava dos filhos, e da casa, e nas horas vagas, fazia rendas e bordados, vendia alguns, e outras, enfeitava seus vestidos.
        Meu nome, - Francoisco Manoel do Bonfim, filho legítimo de Manoel Joaquim do Bonfim e Maria José do Rêgo, depois de casada, passou a chamar-se Maria José do Bonfim. Tebdo como avós paternos: Joaquim José do Bonfim e Ana Vicença da Conceição do Bomfim; e como avós maternos: _ Galdino Pereira da Costa Rêgo e Mariana Pereira do Rêgo.
        Na familia do meu avô paterno, eram onze filhos: - Pedro José, - Joaquim José Filho, _ manoel Joaquim (meu pai), Antonia, Tereza e Maria José: Filhos do primeiro matrimoneo. Meu avô enviuvou, e casou-se pelça segunda vez. Do segundo matrimoneo, tiveram mais 5(cinco) filhos, Joaquina, Ana, Maria antonia, Generosa e Inacio: - onze filhos, quatro homens e sete mulheres.
        Na familia do meu avô materno, eram 6(seis) filhos: Ana, Maria, Tereza, Maria José(minha mãe), Rosa e antonio, cinco mulheres e hum homem. - Meu pai, nasceu na cidade Iguatú, no Estado do ceará, no ano de 1868, e faleceu na cidade de Impereatriz no Estado do Maranhão, no ano de 1961 com 93 anos de idade.
        Minha mãe, nasceu na cidade de Pau dos Ferros , Estado de Rio Grande do Norte, no ano de 1875, e faleceu an cidade de Barra do Corda, em 1947, com 72 anos de idade, no Estado do Maranhão.
        Meus avós se mudaram do Nordeste para o Maranhão, no ano de 1877, quando a grande seca na época, assolava todo o nordeste.
        Entraram no Maranhão, pelo municipio de Pastos Bons, lugar bom para criação de gados vacum, lanigero e caprino, - como gostaram do lugar, la se estabeleceram, com seus familiares.
        Meu avô paterno foi morar encostado a um serra, e deu-lhe o nome de mucanbo,. Ali viveu muitos anos, criou sua familia e todos se casaram, depois se mudou para o municipio de Barra do Corda, onde veio a falecer, ja bem velhinho.
        Meu avô materno, foi morar no vão de uma serra, onde deu-lhe o nome de Vão do Buraco. Neste lugar, criou toda a sua familia e todos se casaram. Meus avós, criaram sua familias, trabalhando com lavouras e criação de gado bovino e caprinos.
        Meu pai, por ser o filho mais velho da familia, ajudou muito meu avô, na criação da familia, e tomava conta dos roçados e campo, na criação do gado bovino.
        Casou-se com 29 anoso de idade, e minha mãe, tinha 22 anos de idade. Era uma jovem linda e muito prendada, fazia rendas e lindos bordados.
        Casaram-se no ano de 1897, e no ano de 1898, viajaram para o Estado do Pára, e foram  morar na vila de Benevides, distate 28 kilometros da capital do Pára-(Belém).
         Nessa vila morou muitos anos, só saindo para uma viagem no acre, onde ficou uns dois anos por lá, e depois, quando viajou com sua familia para o Baixo Amazonas, isto em 1906.
         Meus pais, contavam com orgulho os atos generosos, de meu avômaterno, Galdino Pereira da Costa Rêgo, para com seus ex-escravos; Não consentido que ninguém os maltratasem, dentro ou fora dos seus serviçosquando veio a alforria, os negros preferiram ficar trabalhando com meu avô, e morando na mesma senzala. Da forma como pagava seus trabalhadores, pagava a seus ex-escravos.
         De Benevides, meu pai , só saiu de muda para o Baixo Amazonas, onde foi trabalhar nos seringais, no alto Tucuruí, com o senhor coronel Silvinha, possuidor de muitos seringais naquela região, Amazonica,. Se embrenhou nas selvas, na extração da borracha, e lá permaneceu três anos, no maior degrado que ja conheci, em toda a minha vida, quando regressou a Belém do Pára, - eu, tinha 7 anos de idade, em 1909.